PRESIDENTE

TERESA MACHADO
Quanto foi fundada?
Foi fundada em 1939 e é umas das primeiras casas do povo do país.
Foi das primeiras por algum motivo?
Surgiu por causa das necessidades e da realidade da freguesia. Era uma comunidade rural e através da Casa do Povo é que se conseguia ter assistência médica, daí a necessidade de se implementar esta instituição na freguesia.
Quais são as valências da Casa do Povo?
A Casa do Povo tem como única valência, o Centro de Convívio de Idosos, onde reúne cerca de 30 idosos do Livramento, duas vezes por semana. Temos também o Rancho Folclórico que está ligado à Casa de Povo mas tem os seus estatutos próprios.
É de certo um apoio essencial. Como tem sido efetuado este trabalho?
Sim, sem dúvida é essencial. Se para os jovens é importante estar atento, para os idosos ainda mais. O trabalho tem sido feito de modo seguro e com continuidade. Temos o transporte de idosos, apoiado também pela Junta de Freguesia, feito por um condutor que acaba por garantir as necessidades de cada um dos nossos idosos. Acima de tudo, a nossa preocupação é garantir o bem social destes idosos, porque muitas vezes eles estão sozinhos durante o dia.
Outras atividades que tenham por hábito fazer?
Existem sempre vários passeios programados para o ano de atividades, promovemos algumas festas ao longo do ano e claro fazemos questão de comemorar o aniversário de cada um deles para que sintam que são importantes para nós e porque somos um grupo de amigos que se interessa por eles e quem sabe uma família para eles.
Em termos do trabalho artesanal, não temos uma expressão muito grande, é claro que sempre que nos pedem, abrimos os espaços e damos o apoio necessário, pois sabemos que os bordados e rendas, por exemplo, são atividades que eles sempre gostam de fazer.
Acabamos por ser uma instituição que recebe todas as ideias e concretizamos à medida que eles nos vão pedindo. É importante receber contributos da parte deles, para que se possa progredir e manter a motivação ao longo do tempo.
Quais os apoios que a Casa de Povo tem para concretizar as atividades?
Temos o apoio importante da Ação Social, que para além de estar destinado a algumas atividades contempla também uma verba para o combustível. As Casas do Povo por não serem geradoras de receitas acabam também por ter as suas limitações. A Junta de Freguesia também dá uma importante colaboração no transporte de idosos que é feito independentemente da zona de onde moram.
Sem serem estes apoios, existe a possibilidade de se obter alguma receita através da quota de sócios, mas infelizmente, são muito poucos os pagantes que temos.
Tendo em conta que o Livramento teve um crescimento ao nível populacional e crendo que o número de idosos também aumentou, existe alguma limitação no número de utentes a frequentar o centro?
Não, de modo nenhum. O centro de convívio está aberto a todos os residentes da freguesia. É claro, que existe os que não querem mesmo fazer parte, especialmente os homens e, neste caso, respeitamos a opção de cada um.
Como é vista a Casa do Povo pela comunidade?
Penso que é bem vista, não encontro razões para opiniões negativas. A instituição é muito acarinhada, as pessoas gostam da intervenção que fazemos.
E em relação à juventude, fazem algum tipo de trabalho ou parceria?
Sim, temos o Grupo Desportivo com a modalidade de Futsal que engloba os escalões Benjamins, Infantis, Iniciados, Juvenis, Juniores e Seniores. As equipas de futebol de salão para serem inscritas no Inatel só podem ser feitas através de uma instituição, e neste caso, a Casa do Povo dá o seu contributo a esta modalidade, acabando por ser uma intervenção positiva nos jovens e na prática desportiva. Não damos apoio financeiro às equipas de futebol, porque não temos fundo de maneio nem podemos dar.
Para o futuro, qual o maior desejo para a Casa de Povo?
O maior desejo é que as pessoas continuem a conviver e se interligam ainda mais de modo a melhorar o seu estado de vida, e consequentemente, o estado de saúde, porque este é o nosso lema da Casa do Povo.
Queremos que as pessoas se comunicam e que deem contributos para que as coisas fiquem sempre melhor.
Sabemos que existem dificuldades, por exemplo, na locomoção dos mais idosos e tentamos sempre colmatar estas dificuldades, pois para nós todo o trabalho é gratificante.
E sobre o Livramento, como vê esta freguesia que tem passado por um grande desenvolvimento?
O Livramento tem evoluído bastante e tem sido um desenvolvimento muito acarinhado. Ainda há pouco tempo contactei com um casal que dizia que tinha falado com o presidente da junta e que este ia fazer uma data de coisas, ou seja, vi naquele casal uma motivação e entusiasmo. O presidente tem sido, sem dúvida, uma pessoa muito dinâmica e tem-se mostrado sempre disponível. Ele sabe como e onde pedir para realizar os projetos que tem planeados.
O Livramento está muito bem servido porque vê-se que as pessoas acabam por contribuir para o desenvolvimento que facilmente se vê.
Apesar, de eu não ter muita disponibilidade, dou o meu contributo e digo-lhe, eu ajudo porque o presidente merece a ajuda e empenho de todos.
É evidente que o facto de a freguesia ter crescido muito, fez com que exista muita gente que não dá o seu contributo, mas à medida que vão cimentando a sua presença, aos poucos acabam por entrar cada vez mais na dinâmica da freguesia.
Por isso, digo que o Livramento tem crescido muito e acredito que não vai parar de crescer.
